Total de visualizações de página

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Distúrbios de Aprendizagem

“A IPORTÂNCIA DO PROFESSOR NA PERCEPÇÃO DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM EM SALA DE AULA”
Cátia Molinari Brum                                                 Vânia Maria Lamb
Psicopedagoga/Neuropsicopedagoga                      Psicopedagoga Clínica e Institucional
                             ABPpRS0148/08                                                          ABPpRS0340/09                                                                           


           As deficiências no processo de aprendizagem podem ter diversas causas que  afetam a capacidade dos indivíduos. Exemplos delas são problemas no aparelho auditivo ou na visão, conflitos no ambiente familiar, defasagem na qualidade do ensino, inadaptação ao método utilizado, aversão por determinada matéria, diferenças culturais, problemas sociais como a desnutrição, questões genéticas, ocorrência de acidentes e muitas outras.
          Em função da grande quantidade de causas que podem ser atribuídas às dificuldades de aprendizagem, existem muitas crianças que são encaminhadas para tratamentos médicos e psicológicos desnecessariamente. Por isso, é preciso ter claro que o diagnóstico correto de um distúrbio de aprendizagem depende de uma série de procedimentos como o acompanhamento constante da criança, a análise de um especialista e condições adequadas de vida. Muitos dos problemas podem ser resolvidos facilmente e detectar a causa deles evita que a criança passe por situações mais difíceis e desconfortáveis sem que isso seja preciso.
          As características que devem ser observadas em crianças que possuem distúrbios de aprendizagem, são dificuldades específicas para a realização de atividades como a leitura, a escrita, a fala, o raciocínio e as habilidades matemáticas. Essas crianças precisam de atenção e tratamentos diferenciados como a ajuda de profissionais especializados, formas diferentes de ensino, escolas com recursos específicos, entre outras.
É preciso estar claro que a confirmação de um diagnóstico de distúrbio de aprendizagem, depende de um conjunto de fatores e exames específicos. Crianças com dificuldades causadas por outros motivos podem ter seus
problemas sanados quando inseridas em ambientes com qualidades diferenciadas de organização, ambientes saudáveis e profissionais capacitados.
          Vamos conhecer os principais distúrbios de linguageme de atividade motora, sendo que eles podem ser classificados como um e/ou outro.
Ø  Dislexia
Ø  Disgrafia
Ø  Disortografia
Ø  Discalculia
Ø  Déficit de atenção


Dislexia

          A dislexia tem sido o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Ela reflete na dificuldade de aprendizagem na qual a capacidade de uma criança para ler ou escrever está abaixo do seu nível de inteligência. A mesma pode ser caracterizada como uma insuficiência para assimilar os
símbolos gráficos da linguagem.
Abaixo você pode ver algumas das características mais encontradas por crianças que têm dislexia:
ü  Fraco desenvolvimento da atenção
ü     Falta de capacidade para brincar com outras crianças
ü  Atraso no desenvolvimento da fala e escrita
ü  Atraso no desenvolvimento visual
ü  Falta de coordenação motora
ü  Dificuldade em aprender rimas/canções
ü  Falta de interesse em livros impressos
ü  Dificuldade em acompanhar histórias
ü  Dificuldade com a memória imediata e a organização em geral
ü  A pronúncia ou a soletração de palavras monossilábicas é uma dificuldade evidente
ü  Inversão de palavras de maneira parcial ou total. Exemplo: A palavra “casa” é lida como “saca”.
ü    Inversão das letras e números Exemplo: “p” por “b”; “3 por “5”
ü  Alteração na ortografia em função de alterações no processo auditivo
ü     Cometem erros na separação das palavras
ü  Dificuldades em distinguir esquerda e direita
ü    Alteração na sequência das letras que formam as sílabas e palavras
ü  Dificuldades na matemática
ü     Pobreza de vocabulário
ü  Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo)
ü  Falhas na elaboração de orações complexas e na redação espontânea
ü  Copiam as palavras de forma errada mesmo observando na lousa como são escritas.
          Além disso, os disléxicos também sofrem com a falta de rapidez ao ler. Sua leitura é sem ritmo e, muitas vezes e com muito sacrifício, decodificam as palavras, mas não conseguem compreendê-las.as podem
ser identificados logo na pré-escola em crianças que demoram para começar a falar ou trocam os sons das letras e têm dificuldades para aprender a ler e escrever.
          As características colocadas acima não são suficientes para se fechar um diagnóstico a respeito da dislexia, afinal, existem outros distúrbios de aprendizagem que também possuem elementos parecidos, no entanto, elas podem ser usadas como um ponto a partir do qual se é levado a procurar a ajuda de profissionais especializados e buscar formas de superação. As crianças disléxicas precisam olhar e ouvir atentamente, prestar atenção aos movimentos da mão enquanto escrevem e da boca quando falam para associar os fonemas aos seus sons e à sua escrita.
É recomendada a montagem de “manuais” de alfabetização apropriada para pessoas com essas dificuldades. Além disso, o sucesso escolar de um disléxico está baseado em uma terapia multisensorial (uso de todos os sentidos), sempre combinando atividades que motivem o uso da visão, da
audição e do tato para ajudá-lo a ler e soletrar corretamente as palavras.
           Abaixo estão colocadas algumas atitudes que podem ajudar essas pessoas no processo de aprendizagem:
ü  Usar folhas quadriculadas para matemática.
ü  Usar letras com várias texturas.
ü  Usar máscara para leitura de texto.
ü  Evitar dizer que a criança é lenta, preguiçosa ou compará-la aos outros alunos da classe.
ü  Não forçar a criança a ler em voz alta em classe a menos que demonstre desejo em fazê-lo.
ü  Suas habilidades devem ser julgadas mais em suas respostas orais do que nas escritas.
ü  Sempre que possível, a criança deve ser encorajada a repetir o que foi lhe dito para fazer, isto inclui mensagens. Sua própria voz é de muita ajuda para melhorar a memória.
ü  Revisões devem ser frequentes e importantes.
ü  Copiar do quadro é sempre um problema, tente evitar isso, ou dê-lhe mais tempo para fazê-lo.
ü  Demonstre paciência, compreensão e amizade durante todo o tempo, principalmente quando você estiver ensinando a alunos que possam ser considerados disléxicos.
ü  Ensine-a quando for ler palavras longas, a separá-las com uma linha a lápis.
ü  Dê-lhes menos dever de casa e avalie a necessidade e aproveitamento desta tarefa.
ü  Não risque de vermelho seus erros ou coloque lembretes como “você precisa estudar mais para melhorar”.
ü  Procure não dar suas notas em voz alta para toda classe, isso a humilha e a faz infeliz.
ü  Não a force a modificar sua escrita, ela sempre acha sua letra horrível e não gosta de vê-la no papel. A modulação da caligrafia é um processo longo.
ü  Use sempre uma linguagem clara e simples nas avaliações orais e principalmente nas escritas.
ü  Uma língua estrangeira é muito difícil para elas, faça suas avaliações sempre em termos de trabalhos e pesquisas.
Além do apoio da escola, as crianças precisam receber apoio em casa. Os pais e demais responsáveis devem ajudar a melhorar sua auto estima, oferecendo carinho, sendo compreensivos e elogiando a cada acerto alcançado e encorajando a realização de tarefas em que se saiam bem e que podem ser estimulantes. As crianças também devem ser ajudadas em seus trabalhos escolares e não se pode permitir que seus problemas escolares impliquem em mau comportamento ou falta de limites.


Disgrafia

          A disgrafia também é conhecida como “letra feia” porque as crianças que  possuem esse tipo de distúrbio, apresentam uma escrita ilegível e lenta. Isso leva a um desempenho ruim na escola mesmo em alunos que possuem inteligência normal ou acima da média. Esse problema constitui uma deficiência na qualidade do traço gráfico,o que se reflete através de grandes dificuldades para escrever corretamente a linguagem falada.
Existem alguns sinais que podem indicar as relações entre os problemas causados por este distúrbio e as condições emocionais da criança:
ü  Letras pequenas demais podem indicar uma timidez excessiva.
ü  Letras grandes demais podem indicar uma criança que necessita estar sempre no centro das atenções.
ü  Letras feitas com muita força, que chegam a marcar as outras páginas do caderno, podem indicar que a criança esteja tensa.
         No entanto, a disgrafia acontece também em crianças com capacidade intelectual normal, sem qualquer transtorno neurológico, sensorial, motor ou afetivo. Elas, ainda  que tenham boas notas e facilidade de se expressar pela fala, não conseguem planejar os movimentos para conseguir o traçado da letra. Algumas das características mais encontradas em crianças com este tipo de distúrbio são:
ü  Letras ilegíveis
ü  Traços pouco precisos ou incontrolados
ü  Falta de pressão nos traços ou pressão muito forte a ponto de marcar o papel
ü  Letras distantes ou extremamente juntas
ü  Omissão de letras
ü  Dificuldade em manter uma frase na mesma linha
ü  Dificuldade em recordar a grafia correta para representar um determinado som ouvido ou elaborado mentalmente
ü  A criança escreve devagar, retocando cada letra, realizando de forma inadequada as uniões entre as letras ou amontoando-as para esconder os erros ortográficos.
         Algumas atitudes podem ser tomadas no sentido de minimizar os problemas causados pela disgrafia. Pode-se citar como exemplo exercícios como o ombro (como os realizados com o brinquedo “vai e vem”), para o cotovelo (como os realizados ao jogar peteca), para os punhos e mãos (como brincar com massinhas ou argilas e pintar com lápis de cor ou giz de cera).
         Deve-se destacar ainda a importância dos esportes. Através deles é possível trabalhar a orientação espacial e a coordenação motora da criança. Brincadeiras como jogar vôlei, xadrez e peteca também podem ajudar na melhora da letra, já que fazem a criança usar as mãos e planejar os movimentos.


Disortografia


         Assim como outros distúrbios, a disortogragia também está ligada à dislexia e apresenta algumas características presentes em outros problemas, o que dificulta a identificação do tipo de distúrbio com o qual se está lidando. Por isso, é de extrema importância que os educadores tenham conhecimentos suficientes para exercer a profissão e trabalhar o desenvolvimento de seus alunos. Eles certamente precisarão observar de forma atenta as dificuldades das crianças para poder deixar os pais cientes e
procurar a melhor maneira de dar o atendimento necessário para tais alunos durante o processo de ensino-aprendizagem.
         Abaixo podem ser vistas algumas das características encontradas no cotidiano escolar de crianças disortográficas:
ü  Troca de grafemas: Geralmente as trocas de grafemas (unidades gráficas) que representam fonemas homorgânicos (fonemas que têm a articulação realizada pelo mesmo órgão do aparelho responsável pela emissão de sons) acontecem por problemas de discriminação auditiva. Quando a criança troca fonemas na fala, a tendência é que ela escreva apresentando as mesmas trocas, mesmo que os fonemas não sejam auditivamente semelhantes.
ü  Falta de vontade de escrever.
ü  Dificuldade em perceber as sinalizações gráficas (parágrafos, travessão,pontuação e acentuação).
ü  Dificuldade no uso de coordenação/subordinação das orações.
ü  Aglutinação ou separação indevida das palavras.
Os pais de crianças com esses problemas precisam levá-las a médicos
especializados para que possam ter orientações mais precisas do caso, podendo também ter o conhecimento se este distúrbio possui algum tipo de tratamento para diminuir as dificuldades. Existem alguns fatores que devem ser analisados no processo de verificação dos educadores:
ü  Nível de escolaridade
ü  Frequência dos erros e quais acontecem
ü  A frequência de palavras no vocabulário
ü  A frequência visual
        Através dessas colocações, os educadores conseguem ter um diagnóstico mais preciso do distúrbio. Dessa forma, poderão realizar um trabalho eficiente, apresentando menos falhas quando comparados a educadores sem conhecimento algum sobre o assunto no geral.
         Para lidar com a disortografia, além da importância do seu diagnóstico, é necessário ter o acompanhamento e a compreensão de todos os que convivem com as crianças, principalmente os membros da família, que constituem a base de sua infância.


Discalculia


          A discalculia está ligada às dificuldades com as habilidades matemáticas. As crianças são capazes de compreender as lições transmitidas, mas quando tentam colocar em prática o que aprenderam, acabam trocando e invertendo as ordens das operações.
          Pessoas com discalculia não apresentam problemas fonológicos, mas encontram dificuldades em:
ü  Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior.
ü  Conservar a quantidade . Exemplo: Não compreendem que 1kg é igual a quatro pacotes de 250 g
ü  Os sinais de soma, multiplicação e os demais.
ü  Sequenciar números, como, por exemplo, o que vem antes do 11 e depois do 15 (antecessor e sucessor).
ü  Classificar números.
ü  Dificuldade na memória de trabalho.
ü  Dificuldade de memória em tarefas não-verbais.
ü  Dificuldade na soletração de não-palavras (tarefa de escrita).
ü  Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem.
ü  Dificuldade nas habilidades viso-espaciais.
ü  Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.
ü  Montar operações.
ü  Contar através dos números cardinais e ordinais.
ü  Estabelecer correspondência um a um: não relaciona o número de alunos de
uma sala à quantidade de carteira
Déficit de Atenção


          Conhecida também como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), esse distúrbio é caracterizado, principalmente, pela desatenção, pela agitação e pela impulsividade. Crianças hiperativas são capazes de aprender, mas encontram dificuldades no desempenho escolar devido ao impacto que seus sintomas causam.
          Para essas crianças, concentrar-se é algo complicado. Elas se distraem com facilidade, esquecem de suas obrigações, perdem e esquecem objetos com frequência, têm dificuldades em seguir instruções e se organizarem, falam de maneira excessiva a ponto de não serem capazes de esperar a sua vez, o que as leva a responderem perguntas antes mesmo delas serem concluídas
          O TDAH afeta as crianças na escola, no ambiente familiar, na comunidade e também pode prejudicar o seu relacionamento com professores, colegas e familiares. Os sintomas mais encontrados podem ser divididos entre desatenção e hiperatividade/impulsividade e, muitas vezes, também pode haver uma mistura entre os dois.
Hiperatividade/Impulsividade
ü  Dificuldade para se manter parada ou sentada.
ü  Corre sem destino ou sobe excessivamente nas coisas.
ü  Inquietação, mexendo com as mãos e/ou pés, ou se remexendo na cadeira.
ü  Age como se fosse movida a motor, é “elétrica”.
ü  Fala excessivamente.
ü  Dificuldade em engajar-se numa atividade silenciosamente.
ü  Responde a perguntas antes mesmo de serem formuladas totalmente.
ü Interrompe frequentemente as conversas e atividades alheias.
ü  Dificuldade em esperar sua vez em filas e brincadeiras.
ü  Corre sem destino ou sobe excessivamente nas coisas.
Desatenção
ü  Não sabe onde colocou as coisas.
ü  Dificuldade em manter a atenção.
ü  Distrai-se com facilidade.
ü  Parece não ouvir.
ü  Não enxerga detalhes ou comete erros por falta de cuidado.
ü  Dificuldade em seguir instruções.
ü  Não gosta e evita tarefas que exigem um esforço mental prolongado.
ü  Dificuldade de organização.
ü  Frequentemente perde ou esquece objetos necessários.
ü  Esquece rapidamente o que aprende.
Existem ainda algumas crianças que apresentam algumas características ligadas a esse distúrbio, mas em quantidade insuficiente para que se possa realizar um diagnóstico completo. No entanto, essas características são capazes de desequilibrar a vida diária. Além dos sintomas citados, pode-se considerar:
ü  Choros inexplicáveis nos primeiros meses
ü  Baixa autoestima
ü  Depressões frequentes
ü  Caligrafia de difícil entendimento
ü  Mudanças rápidas de interesse (começam várias coisas e não terminam)
ü  Dificuldades de relacionamento
          Existem estágios avançados e reduzidos desse distúrbio. Para cada um deles há um tratamento diferenciado. Em estágios avançados, especialistas indicam o uso de medicações. Em outros, simples programas de modificação do comportamento são capazes de diminuir o nível de atividade ou desatenção.
          Para diagnosticar o TDAH, os sintomas devem interferir de forma significativa na vida da criança através de um comportamento crônico que se repita em diferentes ambientes, por exemplo.
Esse diagnóstico precisa passar por uma ampla avaliação. Afinal, alguns dos sintomas também podem ser indicadores de outros tipos de distúrbios.     O importante é que seja feito um histórico cuidadoso onde são incluídos dados recolhidos de professores, pais e outros adultos que tenham contato com a criança avaliada. A avaliação também deve contar com um levantamento do funcionamento intelectual, social, emocional, acadêmico e médico obtidos com a ajuda de profissionais como o neuropediatra e outros capazes de realizar testes psicológicos e neurológicos.
          Os pais devem recompensar as crianças quando se comportam de forma adequada. Elas precisam de respostas imediatas, frequentes, previsíveis e coerentes aplicadas ao seu comportamento. Além disso, também necessitam de mais tentativas para aprender.
Quando conseguem terminar uma tarefa ou outros tipos de atividades, devem ser recompensadas.
          Os professores e a escola também possuem um papel essencial no desenvolvimento das crianças. O sucesso da sala de aula pode exigir uma série de intervenções. A maior parte das crianças hiperativas podem continuar na classe regular com pequenas adaptações no ambiente estrutural como a modificação do currículo e estratégias adequadas. Apenas crianças com problemas muito mais sérios podem exigir salas de aula especiais.
          Alguns alunos com TDAH precisam ter algo em mãos para dar um foco para a sua atenção. Também pode ser efetivo combinar algo que passe despercebido (como música de fundo), circular pela sala e a proximidade física para controlar e avisar os alunos (mãos no ombro, contato de olhar, toque na carteira). Além disso, também se pode criar opções de atividades para os alunos que terminam seus deveres mais cedo para evitar problemas como o tédio. Nesse processo, é de extrema importância que se tenha cuidado para não pedir que eles façam trabalhos que não sejam capazes de realizar com êxito, pois isso pode gerar frustrações.
          Deve-se certificar que as atividades são estimulantes e que os alunos compreendem a lição, através de técnicas eficientes e providenciando, ainda, oportunidades para que essas crianças possam se mover dentro da sala de aula nos intervalos entre as atividades.

          Existem ainda dificuldades de aprendizagem que são causadas por motivos diferentes daquelas que têm sua origem nos distúrbios que foram citados acima. Como foi dito anteriormente, uma das principais características dos distúrbios de aprendizagem é o fato de eles provocarem dificuldades para a realização de atividades específicas, como a de leitura ou a de escrita. No entanto, elementos como o Autismo, a Síndrome de Down, a Deficiência Mental, a Síndrome de Asperger e outros, também
causam dificuldades no processo de ensino-aprendizagem para aqueles que os possuem. Eles não implicam apenas em dificuldades específicas como, por exemplo, a compreensão da matemática ou da leitura, mas tornam difícil todo o processo de aprendizagem, independente da área em que se aplica, ou seja, implicam em dificuldades globais.



BIBLIOGRAFIA:
AID (International Dislexia Association, 1994) apud IANHEZ, M. E.; NICO, M. A. Nem Sempre é o Que Parece: como enfrentar a dislexia e os fracassos escolares. Rio de Janeiro: Elsevier, 2002.
ASSENCIO-FERREIRA, V. J. O Que Todo Professor Precisa Saber Sobre Neurologia. São José dos Campos: Pulso, 2005.
BASSOLS, A. M. S. et al. (orgs.) Saúde mental na escola: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Ed. Mediação, 2003.
BELLEBONI, A. B. S. Qual o Papel da Escola Frente às Dificuldades de Aprendizagem de Seus Alunos? 2004. Disponível em: . Acessado em: 12 out. 200.
CASTAÑO, J. Bases Neurobiológicas del Lenguaje y Sus Alteraciones. Rev. Neurol. 2003; 36(8):781-5
CIASCA, S. M. Distúrbios de Aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.
Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID – 10: Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
DSM – IV – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
FONSECA, V. da. Introdução Às Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre, Artes Médicas: 1995.
FRANÇA, C. apud NUTTI, J. Z. Distúrbios, Transtornos, Dificuldades e Problemas de Aprendizagem. 2002 Disponível em: . Acessado em: 10 out. 2005.
GONÇALVES, V. M. G. Neurologia dos Distúrbios de Aprendizagem. In CIASCA, S. M. Distúrbios de Aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.
PAÍN, S. Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem. 4ª ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 1992.
ROTTA, N. T. & GUARDIOLA, A. Distúrbios de Aprendizagem. In: DIAMENT, A., CYPEL, S. Neurologia Infantil. São Paulo: Atheneu, p.1062-74, 1996

Nenhum comentário:

Postar um comentário