Falar e Aprender - Psicopedagogia e Fonoaudiologia
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Distúrbios de Aprendizagem
“A IPORTÂNCIA DO
PROFESSOR NA PERCEPÇÃO DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM EM SALA DE AULA”
Cátia Molinari
Brum Vânia Maria Lamb
Psicopedagoga/Neuropsicopedagoga Psicopedagoga Clínica e
Institucional
ABPpRS0148/08
ABPpRS0340/09
As deficiências no processo de aprendizagem
podem ter diversas causas que afetam a
capacidade dos indivíduos. Exemplos delas são problemas no aparelho auditivo ou
na visão, conflitos no ambiente familiar, defasagem na qualidade do ensino,
inadaptação ao método utilizado, aversão por determinada matéria, diferenças
culturais, problemas sociais como a desnutrição, questões genéticas, ocorrência
de acidentes e muitas outras.
Em função da grande quantidade de
causas que podem ser atribuídas às dificuldades de aprendizagem, existem muitas
crianças que são encaminhadas para tratamentos médicos e psicológicos
desnecessariamente. Por isso, é preciso ter claro que o diagnóstico correto de
um distúrbio de
aprendizagem depende de uma
série de procedimentos como o acompanhamento constante da criança, a análise de
um especialista e condições adequadas de vida. Muitos dos problemas podem ser resolvidos
facilmente e detectar a causa deles evita que a criança passe por situações mais
difíceis e desconfortáveis sem que isso seja preciso.
As características que devem ser observadas em crianças que possuem
distúrbios de aprendizagem, são dificuldades específicas para a realização de
atividades como a leitura, a escrita, a fala, o raciocínio e as habilidades
matemáticas. Essas crianças precisam de atenção e tratamentos diferenciados
como a ajuda de profissionais especializados, formas diferentes de ensino,
escolas com recursos específicos, entre outras.
É preciso estar claro que a confirmação de um
diagnóstico de distúrbio de aprendizagem, depende de um conjunto de fatores e
exames específicos. Crianças com dificuldades causadas por outros motivos podem
ter seus
problemas sanados quando inseridas em
ambientes com qualidades diferenciadas de organização, ambientes saudáveis e
profissionais capacitados.
Vamos conhecer os principais distúrbios de linguageme de atividade
motora, sendo que eles podem ser classificados como um e/ou outro.
Ø Dislexia
Ø Disgrafia
Ø Disortografia
Ø Discalculia
Ø
Déficit de atenção
Dislexia
A dislexia tem sido o distúrbio de maior incidência nas salas de aula.
Ela reflete na dificuldade de aprendizagem na qual a capacidade de uma criança para
ler ou escrever está abaixo do seu nível de inteligência. A mesma pode ser
caracterizada como uma insuficiência para assimilar os
símbolos gráficos da linguagem.
Abaixo você pode ver algumas das
características mais encontradas por crianças que têm dislexia:
ü Fraco desenvolvimento
da atenção
ü Falta de capacidade para
brincar com outras crianças
ü Atraso no
desenvolvimento da fala e escrita
ü Atraso no
desenvolvimento visual
ü Falta de
coordenação motora
ü Dificuldade
em aprender rimas/canções
ü Falta de
interesse em livros impressos
ü Dificuldade
em acompanhar histórias
ü Dificuldade
com a memória imediata e a organização em geral
ü A pronúncia
ou a soletração de palavras monossilábicas é uma dificuldade evidente
ü Inversão de
palavras de maneira parcial ou total. Exemplo: A palavra “casa” é lida como
“saca”.
ü Inversão das letras e
números Exemplo: “p” por “b”; “3 por “5”
ü Alteração
na ortografia em função de alterações no processo auditivo
ü Cometem erros na
separação das palavras
ü Dificuldades
em distinguir esquerda e direita
ü Alteração na sequência
das letras que formam as sílabas e palavras
ü Dificuldades
na matemática
ü Pobreza de vocabulário
ü Escassez de
conhecimentos prévios (memória de longo prazo)
ü Falhas na
elaboração de orações complexas e na redação espontânea
ü Copiam as
palavras de forma errada mesmo observando na lousa como são escritas.
Além disso, os disléxicos também sofrem com a falta de rapidez ao ler.
Sua leitura é sem ritmo e, muitas vezes e com muito sacrifício, decodificam as
palavras, mas não conseguem compreendê-las.as podem
ser identificados logo na pré-escola em
crianças que demoram para começar a falar ou trocam os sons das letras e têm
dificuldades para aprender a ler e escrever.
As características colocadas acima não são suficientes para se fechar um
diagnóstico a respeito da dislexia, afinal, existem outros distúrbios de
aprendizagem que também possuem elementos parecidos, no entanto, elas podem ser
usadas como um ponto a partir do qual se é levado a procurar a ajuda de profissionais
especializados e buscar formas de superação. As crianças disléxicas precisam
olhar e ouvir atentamente, prestar atenção aos movimentos da mão enquanto
escrevem e da boca quando falam para associar os fonemas aos seus sons e à sua
escrita.
É recomendada a montagem de “manuais” de
alfabetização apropriada para pessoas com essas dificuldades. Além disso, o
sucesso escolar de um disléxico está baseado em uma terapia multisensorial (uso
de todos os sentidos), sempre combinando atividades que motivem o uso da visão,
da
audição e do tato para ajudá-lo a ler e
soletrar corretamente as palavras.
Abaixo estão colocadas algumas
atitudes que podem ajudar essas pessoas no processo de aprendizagem:
ü Usar folhas
quadriculadas para matemática.
ü Usar letras
com várias texturas.
ü Usar
máscara para leitura de texto.
ü Evitar
dizer que a criança é lenta, preguiçosa ou compará-la aos outros alunos da classe.
ü Não forçar
a criança a ler em voz alta em classe a menos que demonstre desejo em fazê-lo.
ü Suas habilidades
devem ser julgadas mais em suas respostas orais do que nas escritas.
ü Sempre que
possível, a criança deve ser encorajada a repetir o que foi lhe dito para
fazer, isto inclui mensagens. Sua própria voz é de muita ajuda para melhorar a
memória.
ü Revisões
devem ser frequentes e importantes.
ü Copiar do
quadro é sempre um problema, tente evitar isso, ou dê-lhe mais tempo para
fazê-lo.
ü Demonstre
paciência, compreensão e amizade durante todo o tempo, principalmente quando
você estiver ensinando a alunos que possam ser considerados disléxicos.
ü Ensine-a
quando for ler palavras longas, a separá-las com uma linha a lápis.
ü Dê-lhes
menos dever de casa e avalie a necessidade e aproveitamento desta tarefa.
ü Não risque
de vermelho seus erros ou coloque lembretes como “você precisa estudar mais
para melhorar”.
ü Procure não
dar suas notas em voz alta para toda classe, isso a humilha e a faz infeliz.
ü Não a force
a modificar sua escrita, ela sempre acha sua letra horrível e não gosta de
vê-la no papel. A modulação da caligrafia é um processo longo.
ü Use sempre
uma linguagem clara e simples nas avaliações orais e principalmente nas
escritas.
ü Uma língua
estrangeira é muito difícil para elas, faça suas avaliações sempre em termos de
trabalhos e pesquisas.
Além do apoio da escola, as crianças precisam
receber apoio em casa. Os pais e demais responsáveis devem ajudar a melhorar
sua auto estima, oferecendo carinho, sendo compreensivos e elogiando a cada
acerto alcançado e encorajando a realização de tarefas em que se saiam bem e
que podem ser estimulantes. As crianças também devem ser ajudadas em seus
trabalhos escolares e não se pode permitir que seus problemas escolares
impliquem em mau comportamento ou falta de limites.
Disgrafia
A disgrafia também é conhecida como “letra feia” porque as crianças que possuem esse tipo de distúrbio, apresentam
uma escrita ilegível e lenta. Isso leva a um desempenho ruim na escola mesmo em
alunos que possuem inteligência normal ou acima da média. Esse problema
constitui uma deficiência na qualidade do traço gráfico,o que se reflete
através de grandes dificuldades para escrever corretamente a linguagem falada.
Existem alguns sinais que podem indicar as
relações entre os problemas causados por este distúrbio e as condições emocionais
da criança:
ü Letras
pequenas demais podem indicar uma timidez excessiva.
ü Letras
grandes demais podem indicar uma criança que necessita estar sempre no centro
das atenções.
ü Letras
feitas com muita força, que chegam a marcar as outras páginas do caderno, podem
indicar que a criança esteja tensa.
No entanto, a disgrafia acontece também em crianças com capacidade
intelectual normal, sem qualquer transtorno neurológico, sensorial, motor ou
afetivo. Elas, ainda que tenham boas
notas e facilidade de se expressar pela fala, não conseguem planejar os movimentos
para conseguir o traçado da letra. Algumas das características mais encontradas
em crianças com este tipo de distúrbio são:
ü Letras
ilegíveis
ü Traços
pouco precisos ou incontrolados
ü Falta de
pressão nos traços ou pressão muito forte a ponto de marcar o papel
ü Letras
distantes ou extremamente juntas
ü Omissão de
letras
ü Dificuldade
em manter uma frase na mesma linha
ü Dificuldade
em recordar a grafia correta para representar um determinado som ouvido ou
elaborado mentalmente
ü A criança
escreve devagar, retocando cada letra, realizando de forma inadequada as uniões
entre as letras ou amontoando-as para esconder os erros ortográficos.
Algumas atitudes podem ser tomadas no sentido de minimizar os problemas causados
pela disgrafia. Pode-se citar como exemplo exercícios como o ombro (como os
realizados com o brinquedo “vai e vem”), para o cotovelo (como os realizados ao
jogar peteca), para os punhos e mãos (como brincar com massinhas ou argilas e
pintar com lápis de cor ou giz de cera).
Deve-se destacar ainda a importância dos esportes. Através deles é
possível trabalhar a orientação espacial e a coordenação motora da criança.
Brincadeiras como jogar vôlei, xadrez e peteca também podem ajudar na melhora
da letra, já que fazem a criança usar as mãos e planejar os movimentos.
Disortografia
Assim como outros distúrbios, a disortogragia também está ligada à dislexia
e apresenta algumas características presentes em outros problemas, o que
dificulta a identificação do tipo de distúrbio com o qual se está lidando. Por
isso, é de extrema importância que os educadores tenham conhecimentos
suficientes para exercer a profissão e trabalhar o desenvolvimento de seus
alunos. Eles certamente precisarão observar de forma atenta as dificuldades das
crianças para poder deixar os pais cientes e
procurar a melhor maneira de dar o
atendimento necessário para tais alunos durante o processo de
ensino-aprendizagem.
Abaixo podem ser vistas algumas das características encontradas no
cotidiano escolar de crianças disortográficas:
ü Troca de
grafemas: Geralmente as trocas de grafemas (unidades gráficas) que representam
fonemas homorgânicos (fonemas que têm a articulação realizada pelo mesmo órgão
do aparelho responsável pela emissão de sons) acontecem por problemas de
discriminação auditiva. Quando a criança troca fonemas na fala, a tendência é
que ela escreva apresentando as mesmas trocas, mesmo que os fonemas não sejam
auditivamente semelhantes.
ü Falta de
vontade de escrever.
ü Dificuldade
em perceber as sinalizações gráficas (parágrafos, travessão,pontuação e
acentuação).
ü Dificuldade
no uso de coordenação/subordinação das orações.
ü Aglutinação
ou separação indevida das palavras.
Os pais de crianças com esses problemas
precisam levá-las a médicos
especializados para que possam ter orientações
mais precisas do caso, podendo também ter o conhecimento se este distúrbio
possui algum tipo de tratamento para diminuir as dificuldades. Existem alguns
fatores que devem ser analisados no processo de verificação dos educadores:
ü Nível de
escolaridade
ü Frequência
dos erros e quais acontecem
ü A
frequência de palavras no vocabulário
ü A
frequência visual
Através dessas colocações, os educadores conseguem ter um diagnóstico
mais preciso do distúrbio. Dessa forma, poderão realizar um trabalho eficiente,
apresentando menos falhas quando comparados a educadores sem conhecimento algum
sobre o assunto no geral.
Para lidar com a disortografia, além da importância do seu diagnóstico,
é necessário ter o acompanhamento e a compreensão de todos os que convivem com
as crianças, principalmente os membros da família, que constituem a base de sua
infância.
Discalculia
A discalculia está ligada às dificuldades com as habilidades
matemáticas. As crianças são capazes de compreender as lições transmitidas, mas
quando tentam colocar em prática o que aprenderam, acabam trocando e invertendo
as ordens das operações.
Pessoas com discalculia não apresentam problemas fonológicos, mas
encontram dificuldades em:
ü Visualizar
conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior.
ü Conservar a
quantidade . Exemplo: Não compreendem que 1kg é igual a quatro pacotes de 250 g
ü Os sinais
de soma, multiplicação e os demais.
ü Sequenciar
números, como, por exemplo, o que vem antes do 11 e depois do 15 (antecessor e
sucessor).
ü Classificar
números.
ü Dificuldade
na memória de trabalho.
ü Dificuldade
de memória em tarefas não-verbais.
ü Dificuldade
na soletração de não-palavras (tarefa de escrita).
ü Dificuldade
na memória de trabalho que implica contagem.
ü Dificuldade
nas habilidades viso-espaciais.
ü Dificuldade
nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.
ü Montar
operações.
ü Contar
através dos números cardinais e ordinais.
ü Estabelecer
correspondência um a um: não relaciona o número de alunos de
uma sala à quantidade
de carteira
Déficit de Atenção
Conhecida também como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade),
esse distúrbio é caracterizado, principalmente, pela desatenção, pela agitação
e pela impulsividade. Crianças hiperativas são capazes de aprender, mas encontram
dificuldades no desempenho escolar devido ao impacto que seus sintomas causam.
Para essas crianças, concentrar-se é algo complicado. Elas se distraem
com facilidade, esquecem de suas obrigações, perdem e esquecem objetos com
frequência, têm dificuldades em seguir instruções e se organizarem, falam de
maneira excessiva a ponto de não serem capazes de esperar a sua vez, o que as
leva a responderem perguntas antes mesmo delas serem concluídas
O TDAH afeta as crianças na escola, no ambiente familiar, na comunidade
e também pode prejudicar o seu relacionamento com professores, colegas e
familiares. Os sintomas mais encontrados podem ser divididos entre desatenção e
hiperatividade/impulsividade e, muitas vezes, também pode haver uma mistura
entre os dois.
Hiperatividade/Impulsividade
ü Dificuldade
para se manter parada ou sentada.
ü Corre sem
destino ou sobe excessivamente nas coisas.
ü Inquietação,
mexendo com as mãos e/ou pés, ou se remexendo na cadeira.
ü Age como se
fosse movida a motor, é “elétrica”.
ü Fala
excessivamente.
ü Dificuldade
em engajar-se numa atividade silenciosamente.
ü Responde a
perguntas antes mesmo de serem formuladas totalmente.
ü Interrompe frequentemente as conversas e atividades alheias.
ü Dificuldade
em esperar sua vez em filas e brincadeiras.
ü Corre sem
destino ou sobe excessivamente nas coisas.
Desatenção
ü Não sabe
onde colocou as coisas.
ü Dificuldade
em manter a atenção.
ü Distrai-se
com facilidade.
ü Parece não
ouvir.
ü Não enxerga
detalhes ou comete erros por falta de cuidado.
ü Dificuldade
em seguir instruções.
ü Não gosta e
evita tarefas que exigem um esforço mental prolongado.
ü Dificuldade
de organização.
ü Frequentemente
perde ou esquece objetos necessários.
ü Esquece
rapidamente o que aprende.
Existem ainda algumas crianças que apresentam
algumas características ligadas a esse distúrbio, mas em quantidade
insuficiente para que se possa realizar um diagnóstico completo. No entanto,
essas características são capazes de desequilibrar a vida diária. Além dos
sintomas citados, pode-se considerar:
ü Choros
inexplicáveis nos primeiros meses
ü Baixa
autoestima
ü Depressões
frequentes
ü Caligrafia
de difícil entendimento
ü Mudanças
rápidas de interesse (começam várias coisas e não terminam)
ü Dificuldades
de relacionamento
Existem estágios avançados e reduzidos desse distúrbio. Para cada um
deles há um tratamento diferenciado. Em estágios avançados, especialistas
indicam o uso de medicações. Em outros, simples programas de modificação do
comportamento são capazes de diminuir o nível de atividade ou desatenção.
Para diagnosticar o TDAH, os sintomas devem interferir de forma
significativa na vida da criança através de um comportamento crônico que se repita
em diferentes ambientes, por exemplo.
Esse diagnóstico precisa passar por uma ampla
avaliação. Afinal, alguns dos sintomas também podem ser indicadores de outros
tipos de distúrbios. O importante é que
seja feito um histórico cuidadoso onde são incluídos dados recolhidos de professores,
pais e outros adultos que tenham contato com a criança avaliada. A avaliação
também deve contar com um levantamento do funcionamento intelectual, social,
emocional, acadêmico e médico obtidos com a ajuda de profissionais como o neuropediatra
e outros capazes de realizar testes psicológicos e neurológicos.
Os pais devem recompensar as crianças quando se comportam de forma
adequada. Elas precisam de respostas imediatas, frequentes, previsíveis e
coerentes aplicadas ao seu comportamento. Além disso, também necessitam de mais
tentativas para aprender.
Quando conseguem terminar uma tarefa ou
outros tipos de atividades, devem ser recompensadas.
Os professores e a escola também possuem um papel essencial no
desenvolvimento das crianças. O sucesso da sala de aula pode exigir uma série
de intervenções. A maior parte das crianças hiperativas podem continuar na
classe regular com pequenas adaptações no ambiente estrutural como a
modificação do currículo e estratégias adequadas. Apenas crianças com problemas
muito mais sérios podem exigir salas de aula especiais.
Alguns alunos com TDAH precisam ter algo em mãos para dar um foco para a
sua atenção. Também pode ser efetivo combinar algo que passe despercebido (como
música de fundo), circular pela sala e a proximidade física para controlar e
avisar os alunos (mãos no ombro, contato de olhar, toque na carteira). Além
disso, também se pode criar opções de atividades para os alunos que terminam seus
deveres mais cedo para evitar problemas como o tédio. Nesse processo, é de extrema
importância que se tenha cuidado para não pedir que eles façam trabalhos que não
sejam capazes de realizar com êxito, pois isso pode gerar frustrações.
Deve-se certificar que as atividades são estimulantes e que os alunos
compreendem a lição, através de técnicas eficientes e providenciando, ainda,
oportunidades para que essas crianças possam se mover dentro da sala de aula
nos intervalos entre as atividades.
Existem ainda dificuldades de aprendizagem que são causadas por motivos
diferentes daquelas que têm sua origem nos distúrbios que foram citados acima.
Como foi dito anteriormente, uma das principais características dos distúrbios
de aprendizagem é o fato de eles provocarem dificuldades para a realização de
atividades específicas, como a de leitura ou a de escrita. No entanto,
elementos como o Autismo, a Síndrome de Down, a Deficiência Mental, a Síndrome
de Asperger e outros, também
causam dificuldades no processo de
ensino-aprendizagem para aqueles que os possuem. Eles não implicam apenas em
dificuldades específicas como, por exemplo, a compreensão da matemática ou da
leitura, mas tornam difícil todo o processo de aprendizagem, independente da
área em que se aplica, ou seja, implicam em dificuldades globais.
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