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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Autimo e Síndrome de Asperger


Autismo

          O autismo é uma desordem global que causa reações como, por exemplo, o não desenvolvimento normal da inteligência. Isso ocasiona na dificuldade de desenvolver relações sociais normais e em comportamentos compulsivos e ritualísticos. Embora algumas pessoas tenham inteligência e fala intacta, outras possuem sérios retardos em seu desenvolvimento da linguagem.
          Existem alguns mitos que envolvem o autismo como o de que pessoas autistas vivem em seus próprios mundos, fechadas para as outras pessoas e interagindo apenas com o ambiente por elas criado. Essa crença se deve ao simples fato desses indivíduos encontrarem dificuldades para se comunicar, não conseguindo iniciar, manter ou terminar uma simples conversa.
         Algumas características que podem ser encontradas em indivíduos com autismo são:
ü  Dificuldade de relacionamento com outras pessoas
ü  Riso inapropriado
ü  Pouco ou nenhum contato visual
ü  Insensibilidade à dor
ü  Preferência pela solidão
ü  Ausência de respostas aos métodos normais de ensino
ü  Insistência em repetição
ü  Resistência à mudança de rotina
ü  Não têm real medo de perigo
ü  Repetem palavras ou frases em lugar da linguagem normal (Ecolalia)
ü  Recusam colo ou carinhos
ü  Agem como se estivessem surdos
ü  Demonstram extrema aflição sem razão aparente
ü  Habilidade motora irregular.
         Essas são características possíveis de serem encontradas em pessoas autistas, porém, é preciso lembrar que elas nem sempre se manifestam da mesma forma em todos os indivíduos, podendo sofrer variações. Elas também podem ser diferentes de acordo com a faixa etária, de onde surge a importância da ajuda de especialistas para o diagnóstico e o aconselhamento sobre as maneiras adequadas de lidar com o autismo.
         Os exames para detectá-lo são realizados em clínicas especializadas. Pode ser necessária uma série de testes como, por exemplo, os auditivos, os que detectam alergias alimentares e outros essenciais para a elaboração de um diagnóstico preciso. Os tratamentos variam de caso a caso de acordo com as necessidades de cada um e seu respectivo quadro clínico.

Esses indivíduos devem estar em contato com profissionais capazes de lidar com os mesmos como os especialistas em pediatria, neurologia, psiquiatria, psicologia, pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e outros. A orientação familiar também é um fator fundamental e a base de tratamentos terapêuticos. Não existem tratamentos ou medicamentos específicos para o autismo, mas é preciso que os indivíduos responsáveis e que convivem com pessoas autistas se empenhem em ajudar no seu desenvolvimento com competência e compreensão.

Síndrome de Asperger

         Esta síndrome está ligada ao autismo, diferenciando-se dele por não causar dificuldades globais no desenvolvimento cognitivo (apreensão do conhecimento) e na linguagem das pessoas. Porém, essa diferença não é suficiente para determinar se um indivíduo é autista ou possui síndrome de Asperger, afinal, alguns deles também podem apresentar dificuldades na comunicação, da mesma forma que determinadas crianças autistas também são capazes de desenvolver a fala.
         As crianças inicialmente têm um desenvolvimento aparentemente normal, mas, no decorrer dos anos, acabam se tornando monótonas, com características peculiares e apresentam, com freqüência, preocupações obsessivas. Sua capacidade de interagir com as outras crianças se torna mínima, pois elas têm um comportamento que caminha no sentido de distanciar-se das pessoas. Indivíduos com essa síndrome também apresentam prejuízos na coordenação motora e na percepção viso-espacial. Comparando-se às demais crianças, eles podem aprender coisas na idade própria, outros cedo demais e alguns podem aprender tarde demais ou apenas quando são cuidadosamente ensinados.
         A síndrome de Asperger é considerada por alguns pesquisadores como um tipo de autismo, se diferenciando dele apenas em função de algumas características peculiares como, por exemplo, o desenvolvimento da fala já citado anteriormente.
         As medidas para lidar com portadores dessa síndrome se aproximam muito do tratamento destinado aos autistas, já que a melhor maneira de fazê-lo, independente da síndrome ou distúrbio, é através da procura de profissionais especializados, do envolvimento da família e outras.

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