Autismo
O autismo é uma desordem global que
causa reações como, por exemplo, o não desenvolvimento normal da inteligência.
Isso ocasiona na dificuldade de desenvolver relações sociais normais e em
comportamentos compulsivos e ritualísticos. Embora algumas pessoas tenham
inteligência e fala intacta, outras possuem sérios retardos em seu
desenvolvimento da linguagem.
Existem alguns mitos que envolvem o
autismo como o de que pessoas autistas vivem em seus próprios mundos, fechadas
para as outras pessoas e interagindo apenas com o ambiente por elas criado.
Essa crença se deve ao simples fato desses indivíduos encontrarem dificuldades
para se comunicar, não conseguindo iniciar, manter ou terminar uma simples
conversa.
Algumas características que podem ser
encontradas em indivíduos com autismo são:
ü Dificuldade de
relacionamento com outras pessoas
ü Riso inapropriado
ü Pouco ou nenhum contato
visual
ü Insensibilidade à dor
ü Preferência pela solidão
ü Ausência de respostas aos
métodos normais de ensino
ü Insistência em repetição
ü Resistência à mudança de rotina
ü Não têm real medo de perigo
ü Repetem palavras ou frases
em lugar da linguagem normal (Ecolalia)
ü Recusam colo ou carinhos
ü Agem como se estivessem
surdos
ü Demonstram extrema aflição
sem razão aparente
ü Habilidade motora irregular.
Essas são características possíveis de
serem encontradas em pessoas autistas, porém, é preciso lembrar que elas nem
sempre se manifestam da mesma forma em todos os indivíduos, podendo sofrer
variações. Elas também podem ser diferentes de acordo com a faixa etária, de
onde surge a importância da ajuda de especialistas para o diagnóstico e o
aconselhamento sobre as maneiras adequadas de lidar com o autismo.
Os exames para detectá-lo são
realizados em clínicas especializadas. Pode ser necessária uma série de testes
como, por exemplo, os auditivos, os que detectam alergias alimentares e outros
essenciais para a elaboração de um diagnóstico preciso. Os tratamentos variam
de caso a caso de acordo com as necessidades de cada um e seu respectivo quadro
clínico.
Esses
indivíduos devem estar em contato com profissionais capazes de lidar com os
mesmos como os especialistas em pediatria, neurologia, psiquiatria, psicologia,
pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e outros. A orientação familiar
também é um fator fundamental e a base de tratamentos terapêuticos. Não existem
tratamentos ou medicamentos específicos para o autismo, mas é preciso que os
indivíduos responsáveis e que convivem com pessoas autistas se empenhem em
ajudar no seu desenvolvimento com competência e compreensão.
Síndrome
de Asperger
Esta síndrome está ligada ao autismo,
diferenciando-se dele por não causar dificuldades globais no desenvolvimento
cognitivo (apreensão do conhecimento) e na linguagem das pessoas. Porém, essa
diferença não é suficiente para determinar se um indivíduo é autista ou possui
síndrome de Asperger, afinal, alguns deles também podem apresentar dificuldades
na comunicação, da mesma forma que determinadas crianças autistas também são
capazes de desenvolver a fala.
As
crianças inicialmente têm um desenvolvimento aparentemente normal, mas, no
decorrer dos anos, acabam se tornando monótonas, com características peculiares
e apresentam, com freqüência, preocupações obsessivas. Sua capacidade de
interagir com as outras crianças se torna mínima, pois elas têm um
comportamento que caminha no sentido de distanciar-se das pessoas. Indivíduos
com essa síndrome também apresentam prejuízos na coordenação motora e na
percepção viso-espacial. Comparando-se às demais crianças, eles podem aprender
coisas na idade própria, outros cedo demais e alguns podem aprender tarde demais
ou apenas quando são cuidadosamente ensinados.
A síndrome de Asperger é considerada
por alguns pesquisadores como um tipo de autismo, se diferenciando dele apenas
em função de algumas características peculiares como, por exemplo, o
desenvolvimento da fala já citado anteriormente.
As medidas para lidar com portadores
dessa síndrome se aproximam muito do tratamento destinado aos autistas, já que
a melhor maneira de fazê-lo, independente da síndrome ou distúrbio, é através
da procura de profissionais especializados, do envolvimento da família e
outras.
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